Visita a João Portugal Ramos, Estremoz, 19 de Junho de 2018



No passado dia 19 de Junho, o Copo Meio Cheio fez parte de um ilustre grupo de visitantes provenientes da imprensa especializada, que se deslocaram a Estremoz à novíssima adega do produtor João Portugal Ramos. Esta visita, convocada pelo produtor, foi acompanhada por diversos elementos da equipa e pela própria família Ramos, com destaque para a nova geração (os dois filhos de João Portugal Ramos) que se encontra já completamente integrada no projeto. A família, pedra basilar da sociedade, alicerça aqui este projeto e dá-lhe garantias para um futuro (muito) risonho.

Falamos de um projeto que explora cerca de 600 ha de vinhas (entre próprias e arrendadas) e que exporta aproximadamente 60% da produção para diversos mercados externos. A João Portugal Ramos alberga cerca de 140 colaboradores presentes em 4 regiões do país: Vinho Verde, Douro, Beiras e Alentejo. Trata-se de um dos grandes projetos nacionais, que dá ao mundo vinhos de reconhecida qualidade, dos quais destacaria o Marquês de Borba Reserva Tinto, o Duorum Reserva Vinhas Velhas ou o Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria.

Esta visita teve o propósito de apresentar algumas novidades no portefólio, e também de apresentar oficialmente o novo projeto e em particular a nova adega, uma (grande) ampliação conseguida a partir da anteriormente existente. As diversas alterações introduzidas em todo o espaço interior e exterior, inseridas numa projeção financiada por fundos europeus, ascende a mais de 5 milhões de euros, e vai receber todas as operações da empresa. Todos os vinhos da operação João Portugal Ramos vão passar a ser engarrafados aqui em Estremoz, rotulados e embalados, num volume de produção estimado em cerca de 6 milhões de garrafas por ano, impressionante.

A visita começou junto dos novos lagares que estão a ser construídos, e avançou por toda a adega e espaços adjacentes. Depois de podermos assistir ao robótico funcionamento da linha de engarrafamento (naquele dia estava programado o engarrafamento de cerca de 26.000 unidades), e ainda ao artesanal e minucioso enchimento de garrafas Jeroboam (3 litros ou double-magnum) de Marquês de Borba Vinhas Velhas Tinto 2016, a animada visita culminou num pequeno terraço com vista privilegiada sobre a propriedade, onde todo o grupo foi recebido com um copo do Marquês de Borba Espumante Bruto Natural Rosé 2014 e algumas iguarias típicas da região alentejana, onde não faltaram o pão, o queijo, enchidos e empadas deliciosas.

Avançámos em seguida para o almoço, onde foi apresentada em primeira mão a nova imagem da marca Marquês de Borba, melhorada relativamente ao conceito anterior (já de si distinto e bem conseguido). Foram provados (e aprovados) quatro vinhos, as novidades Marquês de Borba Vinhas Velhas Branco 2017, Colheita Tinto 2017 e Vinhas Velhas Tinto 2016 e depois para finalizar com chave de ouro, o Duorum Porto Vintage 2007. Poderia ser melhor?

Aqui ficam as breves notas de prova dos novos vinhos degustados, com a promessa de regresso a esta extraordinária casa alentejana, sede de grandes vinhos portugueses e mundiais. Até breve!

Marquês de Borba Vinhas Velhas Branco 2017 (13€)- lote de Arinto, Antão Vaz, Alvarinho e Roupeiro, aroma rico e complexo, muito sedutor no envolvimento entre as notas cítricas (toranja) e minerais (xisto), vivo e alegre, corpo pronunciado na boca, temos branco untuoso, com volume, fresco e elegante, excelente estreia. 17,0 pontos

Marquês de Borba Vinhas Velhas Tinto 2016 (13€)- lote de Alicante Bouschet, Aragonês, Castelão e Syrah, muito atrativo nos aromas frutados, ligeira tosta da barrica, fruto preto, especiarias doces e ervas aromáticas, taninos presentes mas arredondados, uma aresta que lhe fica bem, final longo, potencial para evolução muito positiva em garrafa. 17,0 pontos

Marquês de Borba Colheita Tinto 2017 (5€)- lote de Aragonês, Trincadeira, Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Petit Verdot e Merlot, leve e distinto no nariz envolvido em groselha preta, equilibrado no perfil de boca, elegante, muito saboroso no final, preço incrível... 16,5 pontos














Artigo publicado a 08 de Agosto de 2018.


Gala do IX Concurso "Os Melhores Vinhos do Dão Engarrafados" 2018 - Solar do Vinho do Dão, Viseu


Foi no passado dia 13 de Julho, que se realizou no bonito cenário exterior do Solar do Vinho do Dão (Viseu), a Gala onde se entregaram os prémios relativos ao IX Concurso para os melhores vinhos engarrafados desta região.

No evento, reuniram-se para um jantar bem conseguido pela organização, muitos dos atores do setor do vinho da região do Dão, entre autarcas, políticos, produtores, enólogos ou responsáveis comerciais, por exemplo. Depois dos aclamados discursos de Arlindo Cunha (Presidente da Comissão Vitivinícola Regional - CVR - Dão), Francisco Toscano Rico (Vice-Presidente do Conselho Diretivo do Instituto da Vinha e do Vinho - IVV) e João Paulo Gouveia (Vereador da Câmara Municipal de Viseu), a refeição decorreu de forma animada, com o principal destaque de cada mesa a ir para diversos vinhos do Dão disponibilizados pela CVR para acompanharem com excelência o cardápio. O menu compôs-se de Creme de alho francês aromatizado com presunto e emulsão de salsa (sopa), Bacalhau confitado com broa e migas (prato de peixe), Cabrito no forno com batata assada e verdes salteados (prato de carne) e finalmente Pêra em vinho do Dão, requeijão e nogat de frutos secos.

Depois do jantar, o destaque foi entregue aos verdadeiros protagonistas do Dão, com a entrega de cerca de 120 medalhas (prata, ouro e platina), recebidas com aplausos e muito reconhecimento. As avaliações resultaram da apreciação de 35 provadores "do Dão, de Portugal e do Mundo", com 7 provadores por cada mesa, num formato inovador e diferente de edições anteriores. Para a nomeação dos medalhados com Platina (de entre os 14 medalhados com Ouro), o painel de provadores compôs-se de apenas 10 jurados.

O grande destaque vai para os três vinhos medalhados com Platina, considerados os melhores em cada categoria: Dão Maria João Branco 2013 (2.670 garrafas produzidas - categoria vinho branco de lote), Allgo Tinto 2015 (7.000 garrafas produzidas - categoria vinho tinto de lote) e Casa da Passarela - Villa Oliveira Touriga-Nacional 2014 (2.996 garrafas produzidas, categoria vinhos varietais). Destes, emergiu o grande vencedor, o Dão Maria João Branco 2013, produzido pela Quinta Solar do Arcedíago, eleito como Best in Show.

Quero agradecer em meu nome pessoal, e também em nome do Copo Meio Cheio Wineblog, o amável convite formulado pela CVR Dão para particparmos nesta Gala, nomeadamente à Dra. Graça Silva. Quero deixar um outro agradecimento à Rita Mendes (Gestora Comercial e Enoturismo da Soc. Agrícola Boas Quintas), uma vez que tem uma responsabilidade particular na nossa presença nos eventos organizados pela CVR Dão. Finalmente, o meu último agradecimento vai para os meus companheiros na mesa destinada à Imprensa durante o evento: Alexandra Magna (YoungNetwork Group), José Luís Araújo (Gazeta Rural), Modesto Junqueira (Revista Escanção), Sandra Ferreira (JN e Evasões), Ricardo Oliveira (Magna Casta) e Tiago Virgílio (Correio da Manhã).







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