Grandes Escolhas Vinhos e Sabores 2017

Nos passados dias 27 a 30 de outubro realizou-se a 1ª edição do ‘Grandes Escolhas - Vinhos & Sabores’ na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações em Lisboa. Com o lançamento da nova revista V Grandes Escolhas, veio este novo evento que promove a divulgação dos vinhos nacionais ao público em geral. Como uma das maiores montras de vinhos nacionais, não podíamos faltar a esta estreia para descobrir novos produtores, provar as novidades e claro aproveitar para provar os grandes néctares nacionais. O espaço da FIL revelou-se ideal para a realizar deste tipo de feira, uma vez que proporcionou mais espaço para circular e mais distância entre os stands dos produtores, criando assim uma sensação de mais liberdade de movimento criando assim um ambiente mais descontraído.

Quanto a vinhos as provas foram muitas e boas, mas este ano, com tanta conversa à mistura, faltou tempo para provar vinhos generosos (Porto, Madeira e Moscatel) e tantos outros grandes vinhos que estiveram à prova. Daquilo que provamos os destaques vão para os Mafarrico (Álvaro Martinho, Douro), Zarate, (Rias Baixas, Espanha), Alto do Joa tinto (Trás-os-Montes), Quinta da Boa Esperança (Lisboa), Adega de Penalva do Castelo Tinta Pinheira 2015 (Dão) e o Kompassus Private Collection Baga 2011 (Bairrada). Mais tempo houvesse, mas muitas vezes a troca de experiências com os produtores sobrepõem-se à prova do vinho, mas é algo que adoramos fazer. Deixamos algumas imagens daquilo que mais gostamos de provar na edição 2017 da Grandes Escolhas - Vinhos & Sabores. Para o ano há mais...

(Quinta Maria Izabel Vinhas da Princesa, Douro)

(Vinhos Niepoort, Dão e Bairrada)

(Riesling 2015, Niepoort Projetos)


(Mafarricos, Álvaro Martinho, Douro)

(Mafarrico branco, Álvaro Martinho, Douro)

(Maquia tinto, Álvaro Martinho, Douro)

(Goblet tinto, Handcrafetd Wines, Douro)

(Guyot branco, Handcrafetd Wines, Douro)

(Singellus, Vinhos Verdes)

(vinhos Zarate, Rias Baixas, Espanha)

(Zarate Balado Albarino, Rias Baixas, Espanha)

(Tapada de Coelheiros branco, Alentejo)

(Tapada de Coelheiros tinto, Alentejo)

(Alto do Joa tinto 2014, Trás-os-Montes)

(Convento do Paraiso, Algarve)

(Mapa, Douro)

(CV 2014, Quinta Vale Dona Maria, Douro)

(Ataíde Semedo Gran Reserva Baga 2015, Bairrada)

(Dalva Grande Reserva tinto 2014, Douro)

(Quinta do Ventozelo Essência tinto 2014, Douro)

(Quinta da Boa Esperança, Lisboa)

(Quinta da Boa Esperança Alicante Bouschet 2015, Lisboa)

(Adega de Penalva do Castelo, Dão)

(Adega de Penalva do Castelo Tinta Pinheira 2015, Dão)

(Kompassus Private Collection Baga 2011, Bairrada)

Um Alvarinho de Vinificação Natural - Valados de Melgaço

1. Valados de Melgaço Alvarinho Vinificação Natural 2016

O produtor Valados de Melgaço, deslocou-se no dia 22 de Novembro ao bonito espaço do Panorama Bar, no 26º andar do Sheraton Lisboa Hotel & Spa, para apresentar uma novidade absoluta: um Alvarinho obtido por vinificação natural, da colheita de 2016. A empresa esteve representada pelo seu administrador, Artur Meleiro, que numa comunicação simples, bem-disposta e confiante nas potencialidades do novo produto, apresentou sucintamente os objectivos principais com este acrescento ao portefólio. A prova desta e de outras referências da Valados de Melgaço esteve a cargo de Manuel Moreira, distinto sommelier de méritos reconhecidos, e que aposta pessoalmente na qualidade destes vinhos praticamente desde o início do projecto.

Em prova estiveram ao todo sete referências, com a abertura da prova a caber ao Quinta de Golães Colheita Selecionada Branco 2016 (fresco e fluido, acidez ligeira num final leve) e o fecho ao Quinta de Golães Escolha Tinto 2016.

A vertical dos Valados de Melgaço Alvarinho Reserva, das colheitas de 2016, 2015 e 2014, revelou brancos finos e elegantes, complexos nos aromas tropicais e cítricos, encorpados qb mas com extraordinários finais de boca. O destaque vai para o 2014, confirmando o conhecido potencial dos Alvarinhos para o envelhecimento.

A grande surpresa de toda a prova (para mim, que não o conhecia) foi o Valados de Melgaço Espumante Alvarinho Reserva 2015 Extra Bruto, elegante e cheio de poder de sedução, acidez fantástica, mousse fina, final muito longo, um grande vinho.

Finalmente, a estrela do dia esteve também em grande plano, o Valados de Melgaço Alvarinho Vinificação Natural 2016 (PVP recomendado 17€), apresentou-se como o melhor dos brancos tranquilos em prova, complexo, tenso, cremoso, a acidez bem presente num final extraordinário de comprimento assinalável. Muito bem.

Uma prova interessante que permitiu compreender o (bom) trabalho deste produtor na região. Futuro garantido e vinhos que sem dúvida irão figurar em breve na minha garrafeira, com o destaque a ir por inteiro para os Valados de Melgaço, na versão Reserva, Espumante Extra Bruto ou na nova expressão "Vinificação Natural".

O Copo Meio Cheio agradece a Artur Meleiro (Valados de Melgaço) e à Patrícia Campos (Chef's Agency), o gentil convite para esta apresentação. Boas provas, com os Alvarinhos da Valados de Melgaço!!

2. Artur Meleiro na Quinta de Golães, berço dos Valados de Melgaço

3. Valados de Melgaço Espumante Alvarinho Reserva 2015 Extra Bruto


4. Gama de brancos tranquilos em prova


Artigo elaborado a 30-11-2017
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