Disseram-me um dia (ou li, já não tenho bem a certeza...) que o Alvarinho era a casta mais cara do país.
Atentem bem, nem era a casta branca mais cara de vindimar.
Era a casta mais cara.
Ok...
Não tenho nada contra o Alvarinho, acho que há soberbos vinhos neste país e por esse mundo fora, feitos exclusivamente de Alvarinho. Mas onde eles sobressaem mais, na sua região de origem, nos Vinhos Verdes, eu prefiro a prima afastada, o Loureiro.
Isto tudo, esta longa e enfadonha dissertação acerca do Alvarinho, porquê?
Porque eu acho que a Encruzado devia ser a casta mais cara do país. Porque é de lá que saem os melhores vinhos brancos deste país. E disso, não tenho mesmo a menor dúvida.
Antão Vaz, Malvasia Fina ou Arinto, são grandes castas brancas e fazem grandes vinhos de norte a sul deste país, mas o Encruzado só se dá no Dão e mais nada consegue expressar o "terroir" tão particular, o mineral, o granito e a frescura que o Encruzado.
Este Encruzado da Quinta de Cabriz é um bom exemplo. Mineral, austero quanto baste e versátil.
Tão versátil que o Bacalhau com Natas, esfumou-se perante a frescura inebriante. É grande vinho. E não é um assalto á carteira. Ainda...