Quinta dos Poços Colheita 2009

Tive contacto directo com este produtor pela primeira vez na feira de vinhos do Douro em Lisboa de 2012 e pela prova que tive o prazer de realizar fiquei imediatamente convencido da qualidade dos seus vinhos, para além de testemunhar a simpatia dos seus proprietários, um autêntico prazer.

Situada na zona do Baixo Corgo, na Vila do Valdigem em Lamego, produz uma gama de vinhos que, a meu ver, é bastante completa e de óptima qualidade. Uma forma de avaliar a qualidade de um produtor, é pelo vinho de entrada de gama, que é o caso deste Colheita 2009. Produzido a partir de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, foi engarrafado apenas em 2011. Apresenta-se fresco, com alguma complexidade nos aromas e muito muito agradável de se beber, tanto à mesa como a solo, é um vinho muito versátil. Para encontrar esta referencia terá de procurar em garrafeiras ou grandes ou Corte Inglês, por um preço a rondar os 6-7 euros, que se adequada bastante à qualidade do vinho. Estou convencido da qualidade deste produtor, e aconselho-vos a conhecer mais uma óptima referência do Douro.
 

Quinta das Bágeiras Colheita 2011 Branco

Cor amarela-citrina. No nariz os minerais envolvem-se com os frutos e flores brancas, num diálogo calmo, ponderado, personalizado. A mineralidade é a nota dominante no palato, sente-se calcário e sílex, muita garra, volume, final intenso e longo. A relação qualidade-preço deste vinho é simplesmente inacreditável... Um vinho que dá muito prazer a beber agora e que pode evoluir ainda um pouco mais em cave!

À partida para esta experiência de consumo, alguma curiosidade aguçava o apetite, apesar do investimento pouco avultado nesta garrafa de vinho branco bairradino. Alguns dias antes, outra garrafa do mesmo produtor lhe tinha feito companhia na pequena viagem (cortesia do meu amigo Jerónimo) desde Fogueira até à minha residência: Pai Abel Garrafeira 2010 Branco... Entre ambas, a de Quinta das Bágeiras Colheita 2011 reunia da minha parte menos expectativas, no entanto, o que mostrou nesta prova convenceu-me perfeitamente.

A garra que apresenta, a personalidade, um branco sem concessões, directo mas complexo e envolvente, sente-se o terroir das Bágeiras, e quando a gama de brancos começa assim, percebemos porque o Garrafeira e agora o Pai Abel são alvo de tanta procura no mercado... Lembrem-se deste vinho quando fizerem as vossas compras e não quiserem gastar muito dinheiro, ficarão surpreendidos por tudo o que tem para oferecer, e talvez comece a fazer parte do vosso espólio regularmente!
  
 


 



Produtor: Mário Sérgio Alves Nuno
Castas: Maria Gomes, Bical e Cercial
Região: Bairrada
Preço Recomendado: 3,70 € (http://www.garrafeiranacional.com)
 
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