Na ultima prova do ano...

... foi especial, por todos os motivos e mais alguns. Bons amigos, boa comida e claro, bons vinhos!

Podia entrar por dizer, que a comida estava ótima, mas isso é, como dizem os brasileiros, "é chover no molhado".

A comida está sempre boa nestas coisas.

A companhia era o mais importante.

Vou apenas colocar os vinhos, por ordem de entrada e pouco mais.

Bom ano e divirtam-se, porque 2013 está quase aí!!
 
 
Riesling Eden Koben 2011

 

Quinta do Boição Reserva 2010


Rioja Reserva Luis Cañas 2005 Tinto


A "Piece de Resistence", Charme Amadeus 2007


Porto Poças Colheita 1994

Prova Vertical - Têmpera - 2005 a 2008 - QMdO

Tudo começou quando generosamente me ofereceram duas garrafas de Têmpera de dois anos distintos - 2005 e 2008. Imediatamente fiz um sorriso de orelha a orelha. É que na minha garrafeira estavam garrafas de dois outros anos - 2006 e 2007. Parecia predestinado - uma prova vertical aconteceria no próximo encontro familiar, nada mais nada menos do que a consoada e ceia de Natal.
E assim foi. Não é todos os dias que se tem a possibilidade de fazer uma prova destas. Só posso dizer que foi especial, absolutamente ao nível da data que se celebrava.

Quem conhece os vinhos da Quinta do Monte d'Oiro (QMdO) sabe que o Eng. Bento dos Santos não brinca em serviço. São vinhos polidos, com muita personalidade, extremamente gastronómicos e sempre de grande grande nível. Desde uma prova comentada pelo próprio Eng. na Garrafeira Nacional em outubro de 2011 que sou fã incondicional e desde então tenho adquirido e bebido vários dos néctares produzidos pela QMdO. Não são os vinhos mais em conta que tenho na garrafeira, mas posso dizer que a relação preço/qualidade é extremamente positiva.

Mas vamos então aos vinhos da noite. Os Têmpera - que já tinha bebido as encarnações de 2006 e 2007 - são vinhos elegantes, polidos, onde as notas de fruta vermelha madura se equilibram muito bem com os aromas profundos e diversificados conferidos pelos estágios prolongados em barricas de carvalho francês. Uma magnífica homenagem à Tinta Roriz, certamente do melhor que já provei desta casta.

De facto há uma consistência notável entre os quatro anos provados desta feita, sendo que, como era expectável, a complexidade e a elegância vai aumentando à medida que se vai de 2008 para 2005. O mais antigo, principalmente depois de algum tempo para respirar, foi a estrela da noite. Mas mesmo o mais recente está já num ponto muito positivo de consumo, em nada desiludindo em relação aos seus antecessores.

Em termos gastronómicos e como aliás era de esperar, os Têmperas mostraram uma versatilidade enorme, acompanhando muitíssimo bem os diversos pratos da noite - bacalhau assado no forno com puré e tomatada, leitão da Bairrada e perna de peru recheada com patê de pato, amêndoas tostadas e alcaparras.

Resta-me agradecer ao Eng. Bento dos Santos e à sua Equipa pelos excelentes vinhos que produzem.

 
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