Encontro do Vinho com os Sabores 2012

No calendário dos amantes do vinho, este evento é um dos principais do ano, e como não pode deixar de acontecer o Copo Meio Cheio esteve presente à procura de novos produtores e novos desafios. Este ano realizou-se de 9 a 12 de Novembro na antiga FIL (local do costume) e estiverem presentes um conjunto impressionante de produtores, cerca de 350 segundo a organização.

A lição estava bem estudada, mas como sempre acontece, não seguimos o itinerário pré definido e fomos com a maré. Com a possibilidade de visitar a feira em dois dias foi possível dividir entre brancos e tintos em cada um dos dias, o que facilita a prova e permite maior controlo sobre aquilo que se prova.

Agradavelmente, praticamente em todos os stands que visitamos fomos muito bem recebidos pelos produtores, que no meio da alguma confusão, tiverem a amabilidade de nos dar um boa panorâmica dos seus vinhos. Conversas descontraídas e muita simpatia foram um óptimo acompanhamento para muitos dos excelentes vinhos que tivemos o oportunidade de provar.

De entre todos os que provamos, mais de 80, destacamos, tanto pela qualidade mas também pela boa relação preço/qualidade, os seguintes:

- Qta da Bica
- Qta. do Cidrô
- Morgadio da Calçada
- Caves São João
- Qta. de Cottas (provamos apenas os brancos)
- Zambujeiros (provamos apenas os brancos)
- Fonte do Gonçalvinhos
- Qta dos Termos
- Qta da Mieria
- Qta das Bágeiras
- Vale Pradinhos
- Cunha Martins (apenas os tintos foram provados)







Para o ano temos mais, assim esperamos....

La Bella Italia e um Alvarinho


Um dia, há alguns anos, provei um vinho siciliano, uma mistura de castas nativas da ilha do Sul de Itália. Era um Catarrato-Inzoglia... ou algo assim do género.

Lembro-me que era muito limonado, algo que na altura desconhecia totalmente, que algum vinho possuía essa capacidade.

Na quinta-feira, a acompanhar um interessante prato de tagliatelle com frutos do mar(interessante porque não tive tempo de comprar os ingredientes frescos e tive de me valer de produtos embalados...) tive o distinto prazer de abrir este Soalheiro, colheita de 2011.

O porquê da introdução, acerca de um vinho italiano?

Bem, porque nos primeiros segundos de vida (vida, entenda-se o vinho aberto...) tive a sincera recordação desse vinho em questão.

Este Alvarinho, muitas vezes apelidado de o melhor Alvarinho do país, era uma novidade na garrafeira cá de casa. Não que nunca o tivesse provado, mas estava mais habituado ao Reserva e ao Primeiras Vinhas, dois vinhos totalmente diferentes deste.

Portanto, Limão? Sim!
Fresco no paladar? Sim!
Excelente acompanhamento para o prato em questão? Sim!
Vale o preço que pedem por ele? Muitissimo subjectivo.

Para um vinho do dia a dia, não, de todo, não!

A carteira ressente-se disso, sempre são 9 ou 10 euros. Existem outras opções no mercado, que até poderiam complementar muito bem o repasto em questão, talvez um Loureiro quem sabe?

Mas abri este.

E não me arrependo da escolha, veja-se bem! Mas não é um vinho de abrir a boca de espanto, isso não é!

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